terça-feira, 7 de agosto de 2012

Bolo psicodélico pra matar a larica da piazada

Bromélia-a-a-a-a-a - bromelis carletensis
chopinianis du degladeius naturalis.
Degladeio natural do sertão,
segundo Celsinho : "nasce
especificamente em nossa região,
é endêmica da ilha do Carleto - Rio Chopim.
Com a construção de usinas na localidade
essa será mais uma espécie ameaçada
de extinção".
Muitos perguntam quais são inspirações desse blog, daonde tiramos essas doideiras. A resposta não está em nós, mas apesar do que muitos pensam não buscamos a PSICODELIA nas drogas sintéticas e nos paraísos artificiais formados de goles coloridos, luzes negras ou nos lasers. Ao serem criados esses ambientes, cria-se uma segunda natureza que nunca substituirá a primeira... A inspiração, a verdadeira psicodelia ocorre no fogo da roda de viola que produz entre suas chamas todas as cores e outras mais invisíveis ao olho humano, no som das águas que caem entre as rochas, na sabedoria do bater das asas da coruja no breu da noite, na lua cheia que mingua e diminui, na geada que banqueia os campos, na brisa da poesia ecoada no vale, nas raízes da araucária - Árvore-mãe do sertão, no verde do mate, no cachimbo do caboclo que pita "fumo estranho", no preto-azulado do libelo do cogumelo, no abrir do arco-íris atrás do horizonte e no éter do seu coração explodindo em sintonia na experiência com todos os acontecimentos criados por Deus! AHOOOOO!!!

Filhote de Lobo Guará 

(Chrysocyon brachyurus)
machão?
não passo de um guri,
bombadão?
sou só um piá de bosta,
dou aula?
na vida sou só aprendiz,
bicho do mato?
não não, ainda sou lobinho...


(foto retirada do portal: https://www.facebook.com/animal.story)
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Gnomos, amigos da Mãe-Natureza

No sertão, entre as araucárias e os criciumal existem vários grupos de duendes ligados às plantas, os sátiros, as dríades, as hamadríades, os durdalis, os elfos e os "homenzinhos velhos das florestas". Muitos desses elementais são habitantes indígenas das substâncias em que trabalham, essas são medicinais e servem aos seres humanos como remédios naturais. Cada arbusto, planta ou flor tem o seu espírito de natureza, que freqüentemente usa o corpo físico da planta como sua habitação. Os antigos filósofos, reconhecendo o princípio da inteligência que se manifesta analogamente em cada setor da natureza, acreditavam que a qualidade da seleção natural, exibida por criaturas que não possuíam mentalidades organizadas para tanto, expressavam decisões dos próprios espíritos da natureza. Assim, em defesa da planta que habitava, o elemental aceitava ou rejeitava elementos alimentícios, depositava na planta matérias colorantes, preservava e protegia a semente, e realizava muitos outros serviços benéficos. Cada espécie era servida por um tipo diferente, porém apropriado, de espírito da natureza. Aqueles que trabalhavam com cogumelos venenosos, por exemplo, tinham aparência ofensiva. As grandes árvores também têm seus espíritos da natureza, mas estes são muito maiores que os das plantas pequenas.

São frequentes os causos de motosserras largadas no meio do mato e que não funcionaram, machados que pareciam afiados mas nem fazem cócegas nas árvores e cavalos que são do nada desamarrados e fogem dos cortadores de lenha... Serão apenas acaso ou artimanhas do funcionários da Mãe-Natureza??? RESPEITE A NATUREZA E JAMAIS PENSE QUE NÃO TEM NINGUÉM POR ELA!
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Guilhermino: "E não é que minha vó andou tomando meu chá, mas depois de eu fumar um 'paiero' ela fez um bolo psicodélico pra matar a larica"

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Doutor da Roça

Vemos a História fica nos calos
da mão, no cheiro, no sabor...
Somente assim podemos
entender o quão complicada é
a vida, ao mesmo tempo que
é tão complicada...
Sonhos, desejos, utopias...
Como diria o hippie Rauli na praça:
"Temos que ter a arte de sorrir toda
vez que a vida diz 'não' ".
Aqui ninguém tem pena de urubu mole não, Nada aqui tem cheiro de casa limpa. Casa, aqui, só se for a casa do cachorro, Se tu tiver estômago de continuar na luta, Que quando a coisa fica preta é que a vaca estribucha, O berro é sempre pra dentro e surdo, A fossa eternamente aberta dos costumes. Quem é menos burro se coça e corre atrás dos perfumes. Casa pra mim é bodega na volta da roça, Aconchego só se for da enxada, cigarro na varanda, sol de oitenta graus, Nem vem falar de litoral que frescura não põe comida na mesa, Eu que não sou besta de folgar com milharal alto!
Aqui todo mundo tem chance de ganhar a vida, a terra é boa pra quem não tem preguiça, A preguiça é à toa e emburrece a lida, Peão que vai pra cidade é que volta assim, Abestado, fica assim embasbacado, tipo agente federal que bate na porta vê a enxada e pergunta no que eu trabalho, Ora!, esse povo da cidade é retardado. Nunca assinei papel, nem ao acaso meu tropel foi bater numa prefeitura, esse negócio de escritura pra mim é no aço, na bala e no facão, Povo sem noção esse que pergunta e anota, Anotar o que? pra que? se é a enxada que põe barriga cheia!
Aqui não tem funcionário público, ninguém pega doença de suburbio, Periferia aqui é a casa do vizinho que fica do outro lado da estrada do potreiro, Cusco matreiro a gente ensina no laço, que a espora da vida é demasiado frouxa pra certos alguns, Esses urubus de casca mole, essa vida estúpida e escorregadia de quem esfrega na cara dos dias o tênis novo que a prateleira usa. E esses papos de USA? Aqui ninguém escreve, mas falar a gente fala, e fala na cara, porque o que a gente tem de ruim, é o ruim que vem de fora, essa gente desaforada que fala fala fala e não se entende nada. Aqui ninguém tem pena de urubu mole não, doutor!

por Thiago Orlandin
http://thiiiorlandin.wordpress.com

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Na época em que o pau torava: As Serrarias de Pato Branco.

            As décadas de 40, 50 e 60 foram os grandes ciclos da madeira no sudoeste do Paraná, e em Pato Branco não foi diferente.
Segundo Roberto Pocai: "nessa
época o pau torava, mááá torava mesmo,
é frequente vermos fotos
da gurizada de antigamente posando
em volta de árvores milenares derrubadas".
            Na sede do povoado e depois na vila e na cidade proliferavam dezenas e dezenas de serrarias, pequenas e médias. A grande maioria era movida por locomoveis, grandes maquinas movidas a vapor alimentados por queima de lenha. Outras eram movidas por rodas d’ água , exemplo a Serraria do Bortot.
            As serrarias serravam principalmente o pinheiro (araucária), as madeiras chamadas de madeiras de lei, sendo cedro vermelho e branco, Angico, Guajivira, Cabriúva, Canafrista, Embuia ( na região de Palmas e Mangueirinha), canela guaica e canela preta, soita cavalo, cambuatá e outras.
Em Pato Branco nessa época havia mais ou menos 114 serrarias e laminadoras, no centro e na periferia, no local aonde hoje se localiza o super mercado Center centro, ficava uma grande empresa madereira, chamada Madereira e Serraria Pato Branco.
            Havia ainda as serrarias dos Bertol, Viganó, Chioqueta, Piassa, Ruaro, Viecilli,Decol,Triques,Martineiro,Mesaroba,Vinhaski,Tirloni,Bonato,Ferrarini,Gulgemin,Fiorentin,Parzianelo,Geron e muitas outras, também existia muitas laminadoras.
 Nessa época era o grande ciclo da madeira que se vivia aqui em Pato Branco, esta madeira era transportada e vendida nos grandes centros do País, por exemplo São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba .Muitas empresas de transporte foram formadas aqui, assim como um grande numero de caminhoneiros autônomos foram se formando para fazerem o transporte.
            Dentre estes caminhoneiros podemos citar os nomes de , Euclides Fraron, Primo Lavarda, Fermino Vieira, Fiorelo Montemezzo, Chico Montemezzo, Avelino Chioqueta, Carlinhos Caldart, Luiz Piva,Onofre Piva,Aldo Valentin Pastro, Arlindo e Lauri Manfroi, Juvenil Montenezzo, Eugenio Scalabrim, Adelar Guerro, Irineu Manfroi, Danilo Cauton, Fibrino Fabiani, Nelson J. Geron e seus irmãos.
            Muitos outros caminhoneiros foram os que ajudaram no crescimento de Pato Branco e não caberia aqui todos os nomes deles.
            No local aonde esta localizada a Rodoviária de Pato Branco instalou-se no final dos anos 50 a serraria do Senhor Mordarski, que ficou instalada por mais de 10 anos, depois no mesmo local foi instalada a serraria do Senhor Graciano Camozzato e Vandrili Teli funcionando até o começo dos anos 80, esta ultima serraria vendia a madeira para exportação, ela era transportada até Porto Alegre e depois para fora do País.
            Nessa época até as donas de casa não necessitavam de relógio, pois as 10 horas da manhã os locomoveis das serrarias apitavam, e essa era a hora de começar a preparar o almoço. As 12 horas novamente apitava e ai arrumava-se a mesa, pois o almoço já estava pronto. 
            Assim as serrarias deram um grande impulso a Pato Branco e a toda região do Sudoeste do Paraná.
            Hoje em dia quando Pato Branco esta comemorando a chegada dos seus 60 anos , não existe mais ou são escassas as serrarias, a não ser as pequenas serrarias como a de Osvaldo Ruaro ( O nego).
                        Hoje as poucas serrarias existentes são movidas a eletricidade , não tendo mais os apitos peculiares que pareciam trens.  

texto de Alexsander Guerios e Olaumir Pedro Guerios (Tio Tuka).
 

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Velório de pobre, morre Zé das Cove (da vida a gente não leva nada)

Cemitério do Barranco, Linha Nossa Senhora do Caravaggio.

padre gago,
bíblia rasgada,
viúva fiasquenta,
 

cheiro de suvaco, 
caxão de papelão,
cemitério no barranco,

beberam o morto altazoras,
bêbado caindo por cima do povo,
carpideira fincando colírio no "zóio",
cunhado pedindo dinhero emprestado,
Nego Zaroio fazendo brique de gaiola por papagaio no meio do sermão,
os "fio" se tramelando no facão por causa da herança (um burro e uma carroça)
foram enterrar o morto tropicaram no barranco, caiu um garraio dentro da cova...


Enterraram junto o piá... Velório de pobre é embaçado, hoje morre o caboclo Zé das Cove, 80 anos no lombo, 68 anos capinando num lotezinho de 15x15 onde plantava couve-flor, alface, abóbrinha e alho. Levou um balaço no peito durante uma briga no bar do Potiguara, ele nem tinha nada que ver, só foi pegar um leite fiado pra dar pro seu piazinho.

Zé não vai receber nome de rua, nem receber monção honrosa na câmara, seu velório é humilde, palpérrimo, cheio de confusão, mas a saudade da família é grande, hoje eles voltam pra casa sem ver o "vétio" com a cuia na mão, sorrindo pro nada, sem seu abraço apertado e suas prosas que brilhavam os "zóio dos fio" de alegria
.

O homem que plantava, agora é plantado, pra virar adubo... Fica a saudade, porque de resto é como ele mesmo dizia: "da vida a gente não leva nada".



Se alimentou bem hoje? Então agradeça ao produtor rural
(não o latifundiário que planta soja,
mas sim o pequeno produtor)




terça-feira, 17 de julho de 2012

Vitorino: Uma História feita de Lembranças

Gracias a Roberto Pocai por invitarme a participar de este blog.
En el libro Vitorino: Uma História feita de Lembranças, publicado em Dezembro de 2003, eu e o Professor Jaime José Bertol vasculhamos as memórias do interior e da cidade. Com base em entrevistas com moradores antigos (gravadas para manter na grafia a pronúncia original) e, em documentos que remontam à Real Expedição ordenada por D. João VI em 1836 para a ocupação dos Campos de Palmas. Aos poucos trarei pequenos relatos deste livro, entre eles:
1-A verdadeira história do Índio Vitorino;
2-Como surgiu a Serra da Fartura;
3-Como as terras foram ocupadas;
4-Quem foram os primeiros moradores e de onde vieram;
5-Como eram as casas, os bailes, os casamentos, os velórios;
6-As famosas visitas dos padres;
7-Como os porcos eram tropeados;
9-A primeira escolinha de futebol e os vários times e campeonatos;
10-Os resultados de todas as eleições para Prefeito e Vereadores desde a emancipação em 29 de Novembro de 1961.

E aí vai. Tem cada locurage que é de sartá butiá dos borso (cada borso é um saco de 60kg, como dizia o Zé do Pito).
Leandro Zago.

terça-feira, 10 de julho de 2012

sertão news: Degladeio na Festa Junina de Mangueirinha

Tigre é acostumado a presenciar degladeios
fortes entre metaleiros e roqueiros,
mas assume que nada de compara
às Festa Juninas de MangueCity.
Mangueirinha, 27 de junho de 2012.

Nosso novo correspondente vindo da Terra dos Kaingang, o Sensei Ed Motta Tigre ligou ao vivo na nossa redação e fincou pra nós um relato advindo dum dos maiores degladeios do interior do Paraná: A FESTA JUNINA DA PARÓQUIA IMACULADA CONCEIÇÃO DE MANGUEIRINHA!!!


"Piazada do céu, aqui o pau tá torando!!! Casca de pinhão pra todo lado,
cerveja quente, mulherada sapatiando por cima das latinha e o vanerão comendo solto!
A piazada dando tapa na bunda das "novinha". Acabei de entrevistar o gaiteiro do degladeio, Zé da Gaita: "estamos no fim do respeito, esses piá de bosta, logo vô erguê no cacete, as festa de hoje em dia não são como antigamente, agora a piazada anda muito marota, já fincando dedo na xana das minina, querendo ver o pau torá cedo, não dá nem 11 hora da noite as menina de 12 ano já tão tudo grávida".
E quando você imaginava que era só os loco que tavam "beúdo" de quentão e que ia ter um atendimento que preste, nãããão, aí já é pedir demais. O home que vendia as ficha podre de looooooko, se monguiando, dando troco a mais, prejuízo pra Paróquia. E na hora de pegá a béra, você acha que era susse? Nããão, uma fila dos dianho, a piazada servindo cerveja com galocha pra não "moiá os pé e pegá friera".

Me boliei com uma china pro meio do salão intuiado de gente, negada se pisando nos garrão um do otro, o cheiro do povo era uma mistura de pinhão, suvaco e peido. Um respeito que vô te falá home do céu, os loco se cutucando, os otro se chamando de "fiadaputa".
 Os banhero virado em praga home, os mijadô intupido de naftalina, mas pra quê? Os loko mijam mais no chão do que nos mictório, os vaso intupido de vômito, troço e casca de pinhão. Sério home, não vô comê pinhão pro reeesto da vida.
Do lado de fora, um cabeludo levou um surdão na "oreia", enquanto as menina "oiavam" ele toca um Raul Seixas na Viola, o gringo Viriato desmontou o piá e falou: "seu pelego, isso é música de maconhero".
Uma catrefa de loko, tomando pinga de prástico, o polaco Nego Zorba com o facão moquiado na cinta, esperando algum piá sair sozinho pra puxar briga e pulá no loko. Zorba relatou: "como não achamo ninguém pra brigá, vamo se fincá no braço nóis memo já já, como de custume"
Quem não pegô muié, tameim quer arrumá briga. E é isso aí, começou o rolo de pau e foi meio que geral o fecha-pau na saída, entrevero de bordoado, risco de facão no calçamento, tirambaço de 22 pra cima, gritedo e diabaria.
 Os tranquera que começaram a briga correm pro mato, a polícia aparece mas prende só os "beúdo", os véio tchuco que tavam estirado no chão e não tinham nada a vê com o pexe.
Outros finalizam a noite na pracinha, tomando um gole na parceria. "3 da manhã, ainda é cedo" diz um deles, o outro responde "tá baaraaaato home". Pra variá, carro patinando, e já começa outro entrevero de pau, moto impinando, gritedo, estraveio de gente. Ihuuuuuuul!!!

...E de repente, a cidade volta a ficar deserta, pra onde esse povo foi ninguém sabe, ninguém viu, mas uma coisa é certa, depois que o gole pegou e o pessoal volta a ficar lúcido e sóbrio a união acaba.
Conforme você lê o post,
você percebe que nosso correspondente
foi ficando mais bêbado.
"Aqui falou Ed Motta Tigre para
a redação do SERTÃO NEWS"
.
Nada une a população de MangueCity, futebol não é consenso, religião não é consenso, política não é consenso... Chego a uma reflexão: Apesar da bebedeira, da violência descontrolada e da diabaria total, parece que o DEGLADEIO é o único momento em que a população está unida.
 

terça-feira, 3 de julho de 2012

Uma singela homenagem ao porteiro de zona: Leandro Czerniaski, nosso Correspondente Beltronense dos barranco da beirada do rio Marrecas

"A gente sai do mato
mas o mato não sai da gente"
Apavorando na conquista
do Tetra! Muita Treta!
Oh polaco, demonho do taquaral!

Home véio, que nesse dia você relembre todas tuas peleias e degladeios, celebrando na memória os desafios de viver nesse sertão amado e virado em praga.

Saboreie um mate caboclo e tente esquecer as velhas cagadas que tu fizeste nesse reboleio de bosta que é o mundão véio: as vezes que vocês se estrupiou de carrinho de rolimã nos morro, que tu caiu pelos barranco do rio Marrecas, os farrapo de ropa depois de pula a cerca e fica com as zorba presa nos arame, que tu enxeu a zorba depois de come os cogu da bosta dos boi, o chinaredo que você se boliou na zona e principalmente os tiro nas cueca que tu levou sendo Ricardão da madrugada...

Mas acima de qualquer bobera nossa, sorva esse mate e lembre desse piá de bosta que queria tá aí recebendo a próxima cuiarada e que te considera demais e deseja muita luz no seu caminho, muita paz no seu andar e muito amor onde você for.

Um abraço desse loko que te curte pra ca#$%io.

Juntos dos bugre do mato sapecando
pinhão na linha Cornélio Ribas
"Vamo se boliá"



Nem tem muito o que falar na verdade! Tu sabe piá que teu jeito humilde e tua simplicidade já falam muito por você! Vamo home, te convoco mais uma vez a se aventurar nessa Utopia que é o Paraná Véio de Deus!

domingo, 1 de julho de 2012

sertão news: Bioconstrução, plantas medicinais e o degladeio nas ruas de Pato Branco

Teia da vida (Hai-kai)

As árvores eram obstáculo,
o desejo era o progresso,
o sonho era vernáculo

Mas vimos nosso retrocesso,
vemos aí um grande tentáculo,
com um novo mundo sem excesso

Abandonamos as guerras,
fortalecemos as raízes,
plantando a semente na terra

Vimos nas plantas nossas cicatrizes,
e a dor produzidas pelas cerras,
Hoje não somos nada além de aprendizes,

Canelas, Cipós, mates, fruteiras, araucárias,
brotam no sonho na fruta amadurecida,
tudo apenas para nossa alegria diária,

Certezas abandonamos hoje somos quem duvida,
vemos o manto natural como nossa indumentária,
onde nossa verdadeira conexão forma a teia da vida.


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Pato Branco, 30 de junho de 2012

Chás que beneficiam a saúde e o bem estar, ecomoradias que provocam impacto zero no meio ambiente, os usos da astronomia para o conhecimento humano... Isso e muito mais foram as discussões presentes no 1o. ENCONTRO PATO-BRANQUENTE SOBRE BIOCONSTRUÇÃO, PLANTAS MEDICINAIS E ASTRONOMIA.

Uma grande oportunidade não só para pensarmos nossa ação sobre o meio ambiente, mas também para descobrirmos que é em harmonia com a NATUREZA que podemos trazer soluções para nosso dia a dia.

Ainda assim, muito além de apenas otimizarmos o futuro, precisamos repensar medidas pra mudar a realidade no presente e principalmente em nossas ações.

Está em andamento o projeto de lei do "IPTU VERDE" criando incentivos financeiros a quem utilizar materiais como tijolo ecológico e telhado verde ou implantarem ações como programa de separação de lixo domiciliar, plantio de árvores na calçada de casa, utilização de fontes de energia renováveis, como a solar, reuso da água, entre outros.

Saudamos os organizadores do evento, a Fundação UIRAPURU, os participantes e os membros do poder público que se identificarem com esse projeto de lei.
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E por falar em poder público...
"Negada, vamo se fincá e mete sangue
novo nesse ano de eleição"
complementou Seu Anacreto

Chevetão azul, desceu o decidão da rua Ivaí, moeu o cárter, os amorteceddor e chegou de dar um pialo, quase um ataque cardíaco no peito do véio Anacreto que fumava um cigarro importado Mills (do Paraguaizão). O véio ta virado num saci de brabo.

Apesar da pavimentação de algumas ruas do CENTRO da cidade, os bairros vem sofrendo com os buracos nas ruas. "Diabedo, pra eles o pessoal dos bairro que se lasquem, eles não tão nem aí, só andam no centro mesmo esse caquedo" disse Seu Anacreto do bairro Morumbi.

A tese de progresso em Pato Branco se coloca em contradição com a realidade, ela se esfacela entre as pedras britas espalhadas.

É PAU E PAU!!!
Na rua Ivaí a acumulação de britas detonaram o cárter do Chevette do véio Duns aqui no bairro Pinheirinho: "Tamo cansado dessa cambada de loko que só róba a gente com imposto e fincam no nosso c$% com essas m!@#$% de rua podre do c$%*@#, o Nene vai tê que mandá troca tudo os amortecedor do carro, pacaba home do céu".

Oportunizamos esse momento para lembrar da construção do viaduto e das marginais em torno do bairro Planalto.

No Brasil, os maiores casos de desvio público estão nas obras de pavimentação. Ao invés de uma ampliar as cadeiras das faculdades, fortalecer a saúde pública, os nossos deputados que vem aí pedir votos trouxeram aquele punhado de rua que não precisavam ser construídas. E tem loke falando nas rádios e nas ruas que por isso Pato Branco é melhor que Beltrão.

Esse é um ano eleitoral e esse pessoal vai querer ficar mais 4 anos no poder.
As rádios e os jornais informaram, pouco se viu de avanços políticos nesses últimos tempos. Muitas votações na câmara apenas pediram aumento dos salários, moções de aplausos e favorecimento de grandes empresários com licitações e isenções fiscais.

Essa piazada só vê o lado deles, você não acha? Isso é só uma pergunta mas e VOCÊ VAI VER O SEU LADO QUANDO?

domingo, 24 de junho de 2012

24 de junho: Dia da Araucária

"Sobre as araucárias, 
os quero-quero não sobem galhos, 
eu sinto ali as geadas,
com sabor de doces orvalhos...

Olho nos olhos do povo, 
o sonho dessa gente, 
faz brotar um mundo novo 
quando plantada a semente"
(trecho do poema "Somos sertão, somos sudoeste")


Mata das Araucárias (fonte UFF):

Como o próprio nome indica, a árvore predominante na paisagem é a gimnosperma Araucaria angustifolia, o pinheiro-do-paraná (Figura 3). Somada a este, a vegetação é constituída também por arbustos, como samambaias e xaxim, e gramíneas. Estudos revelam a existência de nove variedades de araucárias, ocorrendo em diferentes associações com espécies vegetais de grande importância econômica, como a imbuia, a canela lageana, o pinheiro-bravo e a canela sassafrás. Neste bioma, encontramos o mate (erva-mate), que apresenta grande importância econômica, principalmente para a população do Sul do país que a utiliza na preparação do chimarrão. Esta última também tem valor ambiental, pois é explorada no sub-bosque da floresta (Copobianco, 2007).

O clima da região é temperado, as estações são bem delimitadas: verões razoavelmente quentes e invernos bastante frios, com geadas freqüentes. As precipitações atmosféricas são regulares e abundantes. As copas das árvores não formam uma camada contínua, como ocorre na floresta Amazônica e na mata Atlântica. E, por serem mais abertas, são menos úmidas dos que as florestas pluviais tropicais (da Silva Júnior & Sasson,1995; Paulino, 2002; Uzunian & Birner, 2001). 

 

Os pinheiros podem ter troncos com um metro de diâmetro e atingirem 25 a 30 metros de altura. Só se vê ramificações no topo da árvore, o que lhe dá um aspecto de guarda-sol. Isso ocorre pelo fato de os ramos mais baixos, que ficam na sombra, serem eliminados, pois a araucária é heliófila, ou seja, uma planta de sol. Suas sementes, os pinhões, são um rico alimento para muitos animais e para o homem (da Silva Júnior & Sasson,1995). 

Localiza-se no sul do Brasil, estendendo-se pelos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Esse bioma foi intensamente devastado, de modo que, atualmente, a porcentagem de mata preservada não chega a 2% (Uzunian & Birner, 2001). Deste pouco que restou das matas de araucárias, apenas 40.774 hectares se encontram legalmente protegidos em 17 Unidades de Conservação, perfazendo um total de 0,22% da área original Copobianco, 2007).

quarta-feira, 6 de junho de 2012

sertão news: Inauguração da patente em São Miguel e o causo dos haitiano

10 de junho, São Miguel d'Oeste - SC 


Vereadores inauguram patente no Arroio Veado; “agora eles têm lugar pra fazer as cagada”, diz oposição

Linguiçada e foguetório,
"os políticos tão apelando cedo, negada"
analisou nosso crítico político Zé Coró
Por Leandro Czerniaski – Correspondente Beltronense dos barranco da beirada do rio Marrecas

Uma solenidade política com fogos de artifício, carreata e gole na faixa marcou a inauguração da patente comunitária de Jacutinga do Arroio Veado, interior de São Migué d’Oeste. A obra foi construída às pressas após a pressão da comunidade local, que chegou a dar de presente um balde cheio de bosta pro prefeito.

Nos discursos, após cortar a faixa brilhante, as "otoridades" enalteceram a necessidade de levar um tal de saneamento básico à comunidade de Arroio Veado. Nego Várdo disse que esse loco pode até vim, "má que não se tentiê pra cima das muié, senão vão atropelá na base da faconada e tiro de sal na bunda". O governador Colombo confirmou presença na inauguração, mas não compareceu devido à “imprevistos”. Ainda bem, senão ia saí de lá co lombo ardido de pau.

Para simbolizar a inauguração da obra, o vereador Jacinto Bucho Frôxo, arriou as cárça e lambuzou as alpargata, demonstrando a qualidade da obra. Depois não convidaram ele nem pra foto oficial.

A oposição classificou a prática como “suja”, literalmente, e disse que a obra foi feita em favor próprio do prefeito, acostumado a fazer suas cagadas. Em resposta, o chefe do executivo disse que vários de seus pares poderão desfrutar do local, já que tem muito político caganêra pelas redondezas.

O degladeio com linguiçinha e gole na faixa terminou só quando o sol apareceu e as moças de família se recolheram às suas moradas. O evento não registrou nenhuma morte, só um faquiado no fígado.
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acesse o Portal: NO PARANÁ É ASSIM

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Chico fitando as "muié" na praça de Vitorino e
enquanto contava o causo
Isso lembrou o nosso comentarista Chico Trovoada  (add no face) que contou uma prosa dos cara que tavam indo pro baile de Rincão Torcido:

"Diz que descia o Gringo Rebosteio de uma colina depois de sair da patente, nem sabugo na casinha tinha. Rebosteio passou a mão nas pregas do seu toba e estoletiou o rebosteio na parede do lado duma imagem duma sensual índia nua com seus peitos exuberantes e seu corpo de viola na capa de uma revista Cruzeiro. Descendo o barranco, não se ligou do estado que estava sua mão e foi logo torcendo o bigode.


Chegando no trator foi logo questionado pelo quietão Zandoneno que nunca falava mas tinha se ligado o que tinha acontecido e logo não perdeu a tirada:



-Véio, como que tu faz pra deixar o bigode lustroso desse jeito?

-É que eu TRÓÇO todo dia.

Confira o causo completo aqui.

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11 de Junho de 2012, perto da geada mortal do Apocalipse no sertão sangrento
Nas beiras do rio Ligeiro, do lado do Ligeirinho Martelinho de Ouro, no Bairro Pinheirinho em Pato Branco-PR.
A comunidade haitiana ocupa 2
casas no bairro Pinheirinho,
compartilham sua cultura e trabalham
para sobreviver

Essa Historia veio ligeiro no meu ouvido debaixo de um pinheiro de Araucária, fui fazer umas entregas e me contaram "A dos Haitiano".

Um bigodudo badanha de rico fincou que os haitianos que trabalham na Seva tinham fincado numa raparriga adeeevogada em oito. Pau e pau (8x) no motel. Perguntei quem era a "doctora" que motel era, o tio se esmunheco e deixou escapar que ele apenas tinha ouvido falar num boteco que servia Chopp em frente aos posto, onde a piazada vai dar cavalo de pau e tocar som alto.


Diz que os home na madrugada passada levaram a mulher a loucura porque ela queria ver a "coisa preta" e batatiaram a loca até ir parar na UTI.


Esses dias, antes de ouvir falar dessa lenda, conversei com os tal de haitiano (os que existem de VERDADE) que moram no bairro Pinheirinho, em frente ao baile do Gaúcho, eles iam entrar la curtir o som da vanera que tava rolando, falamos sobre sons como Salsa e Tango.


Eles saboreiam nossas vergamotas, diz que trabalham e agradecem pelo dinheiro que conquistam, cumprimentam as pessoas na rua por onde passam... Mas isso nunca foi o suficiente, algum loko arrumou tempo pra DISCRIMINAR os cara.







UM ABRAÇO HAITIANADA DO MEU BRASIL!

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